O mar de Aral, que fica na Ásia entre as fronteiras do Turcomenistão, Uzbequistão e Cazaquistão, já foi considerado o quarto maior lago do mundo. Hoje em dia, não resta quase mais nada dele. A seca do mar de Aral é possivelmente um dos maiores desastres ambientais do planeta. A partir da década de 1960, os soviéticos começaram a retirar a água deste lago para usar em culturas irrigadas das Estepes Asiáticas. Em 2007, o lago estava apenas com 10% do seu volume total. O desaparecimento progressivo do mar de Aral é responsável pelos invernos cada vez mais rigorosos e verões extremamente quentes, por falta do balanço térmico controlado pela água.O mar de Aral, que fica na Ásia entre as fronteiras do Turcomenistão, Uzbequistão e Cazaquistão, já foi considerado o quarto maior lago do mundo. Hoje em dia, não resta quase mais nada dele. A seca do mar de Aral é possivelmente um dos maiores desastres ambientais do planeta. A partir da década de 1960, os soviéticos começaram a retirar a água deste lago para usar em culturas irrigadas das Estepes Asiáticas. Em 2007, o lago estava apenas com 10% do seu volume total. O desaparecimento progressivo do mar de Aral é responsável pelos invernos cada vez mais rigorosos e verões extremamente quentes, por falta do balanço térmico controlado pela água.
Fonte: G1
SOS NATUREZA
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Plano de unir Mar Morto e Mar Vermelho gera polêmica ambiental
Um plano de ligar o Mar Vermelho com o Mar Morto pode salvar este último da evaporação total e levar água dessalinizada a bairros com pouco abastecimento em Israel, Jordânia e Palestina.
Mas ambientalistas alertam que o projeto “Vermelho-Morto” pode ter consequências terríveis, alterando a química particular do lago de água salgada que fica no ponto mais baixo da Terra.
O primeiro ministro da Jordânia, Abdullah Nsur, disse nesta segunda (26) que seu governo havia decidido seguir em frente com o projeto de US$ 980 milhões de dólares, que daria à Jordânia 100 milhões de metros cúbicos de água por ano.
“O governo aprovou o projeto depois de anos de estudos técnicos, políticos, econômicos e geológicos”, disse Nsur em conferência para a imprensa. De acordo com o plano, a Jordânia vai retirar água do Golfo de Aqaba, no norte do Mar Vermelho, para um local onde será construída uma usina de dessalinização, que será usada para tratar a água.
“A água dessalinizada vai para o sul para (a cidade jordaniana de) Aqaba, enquanto a água salgada será bombeada para o Mar Morto”, disse Nsur. O Mar Morto, que tem a água mais salgada do mundo, está em vias de secar até o ano de 2050.
Ele começou a encolher na década de 1960, quando Israel, Jordânia e Síria começaram a desviar água do Rio Jordão, seu principal afluente. O nível do Mar Morto tem diminuído, em média, um metro por ano. De acordo com a informação mais recente, o nível está em 427,13 metros abaixo do nível do mar, 27 metros mais baixo do que em 1977.
O plano prevê que a maior parte da água dessalinizada vá para a Jordânia, com quantidades menores sendo transferidas para Israel e para a Autoridade Palestina.
Mas grupos ambientais têm pedido para que os três parceiros desistam do projeto para proteger o meio ambiente. A principal preocupação, segundo eles, é que um grande aporte de água do Mar Vermelho possa mudar radicalmente o ecossistema frágil do Mar Morto.
O ministério israelense de proteção ambiental diz que estudos feitos até agora deixam uma “grande incerteza” e pede que o plano seja aplicado em uma escala menor para testar se o projeto dará certo.
Para palestinos, o projeto em conjunto implica questões políticas, como Israel permitir que eles desenvolvam parte da costa que fica em uma área ocupada por Israel. “Nós gostaríamos de fazer parte desse projeto cooperativo”, disse Shaddad Al-Attili, chefe da Autoridade Palestina de Águas. “Gostaríamos de ser tratados com igualdade em relação a Jordânia e a Israel, gostaríamos de nos beneficiar com os resultados”.
“Mas antes de tudo isso, gostaríamos de ter acesso ao Mar Morto, não apenas para conseguir água e nadar no mar, mas também para construir hotéis e desenvolver atividades turísticas”, completou Al-Attili.
A riqueza mineral do Mar Morto é considerada terapêutica e visitantes adoram flutuar na água densa, que não deixa que a pessoa afunde. Israelenses gerenciam um grande número de hotéis e praias na região.
Fonte: G1
Mas ambientalistas alertam que o projeto “Vermelho-Morto” pode ter consequências terríveis, alterando a química particular do lago de água salgada que fica no ponto mais baixo da Terra.
O primeiro ministro da Jordânia, Abdullah Nsur, disse nesta segunda (26) que seu governo havia decidido seguir em frente com o projeto de US$ 980 milhões de dólares, que daria à Jordânia 100 milhões de metros cúbicos de água por ano.
“O governo aprovou o projeto depois de anos de estudos técnicos, políticos, econômicos e geológicos”, disse Nsur em conferência para a imprensa. De acordo com o plano, a Jordânia vai retirar água do Golfo de Aqaba, no norte do Mar Vermelho, para um local onde será construída uma usina de dessalinização, que será usada para tratar a água.
“A água dessalinizada vai para o sul para (a cidade jordaniana de) Aqaba, enquanto a água salgada será bombeada para o Mar Morto”, disse Nsur. O Mar Morto, que tem a água mais salgada do mundo, está em vias de secar até o ano de 2050.
Ele começou a encolher na década de 1960, quando Israel, Jordânia e Síria começaram a desviar água do Rio Jordão, seu principal afluente. O nível do Mar Morto tem diminuído, em média, um metro por ano. De acordo com a informação mais recente, o nível está em 427,13 metros abaixo do nível do mar, 27 metros mais baixo do que em 1977.
O plano prevê que a maior parte da água dessalinizada vá para a Jordânia, com quantidades menores sendo transferidas para Israel e para a Autoridade Palestina.
Mas grupos ambientais têm pedido para que os três parceiros desistam do projeto para proteger o meio ambiente. A principal preocupação, segundo eles, é que um grande aporte de água do Mar Vermelho possa mudar radicalmente o ecossistema frágil do Mar Morto.
O ministério israelense de proteção ambiental diz que estudos feitos até agora deixam uma “grande incerteza” e pede que o plano seja aplicado em uma escala menor para testar se o projeto dará certo.
Para palestinos, o projeto em conjunto implica questões políticas, como Israel permitir que eles desenvolvam parte da costa que fica em uma área ocupada por Israel. “Nós gostaríamos de fazer parte desse projeto cooperativo”, disse Shaddad Al-Attili, chefe da Autoridade Palestina de Águas. “Gostaríamos de ser tratados com igualdade em relação a Jordânia e a Israel, gostaríamos de nos beneficiar com os resultados”.
“Mas antes de tudo isso, gostaríamos de ter acesso ao Mar Morto, não apenas para conseguir água e nadar no mar, mas também para construir hotéis e desenvolver atividades turísticas”, completou Al-Attili.
A riqueza mineral do Mar Morto é considerada terapêutica e visitantes adoram flutuar na água densa, que não deixa que a pessoa afunde. Israelenses gerenciam um grande número de hotéis e praias na região.
Fonte: G1
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Chuva ácida deixa rios dos EUA mais 'salgados' e perigosos à saúde
Dois terços dos rios na costa leste dos Estados Unidos registram níveis crescentes de alcalinidade, com o que suas águas se tornam cada vez mais perigosas para a rega de plantios e a vida marinha, informaram cientistas.
A razão da mudança é o legado da chuva ácida, que corrói rochas e pavimento, que são ricos em minerais alcalinos, disseram os cientistas na revista Environmental Science and Technology.
O estudo, chefiado por Sujay Kaushal, geólogo da Universidade de Maryland, no Leste dos EUA, examinou 97 rios do Estado de New Hampshire, no Nordeste, à Flórida, no Sudeste, entre os últimos 25 a 60 anos, e encontrou “tendências significativas no aumento da alcalinidade em 62 dos 97 locais”.
Estes rios são importantes porque abastecem com água potável grandes cidades como Washington, Filadélfia, Baltimore, Atlanta e outras metrópoles importantes.
Os cientistas disseram que este maior conteúdo alcalino pode complicar o tratamento das águas residuais e da água potável e levar a uma rápida corrosão da tubulação metálica.
A água com altos níveis de alcalinidade pode ser mais salgada e conter mais minerais. Também pode levar à toxicidade do amoníaco, capaz de causar danos a cultivos de rega, assim como afetar peixes e outras espécies de água doce.
A alcalinidade aumenta mais rápido em locais onde há pedra calcária ou rochas carbonadas debaixo dos corpos d’água, em regiões altas e onde a queda ou a drenagem das chuvas ácidas sejam elevadas, afirmaram os cientistas.
A dissolução de partículas alcalinas que terminam nas vias fluviais se atribui a um processo conhecido como meteorização química, no qual o ácido corrói a pedra calcária, outras rochas carbonatadas e até mesmo calçadas.
“Em alguns arroios que são cabeceira de corpos d’água, isto pode ser uma coisa boa. Mas também estamos vendo crescentes compostos antiácidos rio abaixo. E estes locais não são ácidos e as algas e os peixes podem ser sensíveis às mudanças de alcalinidade”, disse Kaushal.
Apesar de a chuva ácida estar em queda nos Estados Unidos, devido em grande parte a restrições ambientais mais duras estabelecidas na década de 1990, seu legado persiste.
“Este é outro exemplo da ampla repercussão do impacto humano nos sistemas naturais (que) é, penso eu, cada vez mais preocupante”, disse o coautor do estudo e ecologista Gene Likens, da Universidade de Connecticut e do Instituto Cary de Estudos dos Ecossistemas. “Os legisladores e o povo pensam que a chuva ácida sumiu, mas não é assim”, acrescentou.
Os pesquisadores disseram ser difícil prever por quanto tempo persistirá esta tendência à alcalinização dos rios.
Fonte: UOL
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| Imagem retirada de http://www.infoescola.com/quimica/chuva-acida/ |
A razão da mudança é o legado da chuva ácida, que corrói rochas e pavimento, que são ricos em minerais alcalinos, disseram os cientistas na revista Environmental Science and Technology.
O estudo, chefiado por Sujay Kaushal, geólogo da Universidade de Maryland, no Leste dos EUA, examinou 97 rios do Estado de New Hampshire, no Nordeste, à Flórida, no Sudeste, entre os últimos 25 a 60 anos, e encontrou “tendências significativas no aumento da alcalinidade em 62 dos 97 locais”.
Estes rios são importantes porque abastecem com água potável grandes cidades como Washington, Filadélfia, Baltimore, Atlanta e outras metrópoles importantes.
Os cientistas disseram que este maior conteúdo alcalino pode complicar o tratamento das águas residuais e da água potável e levar a uma rápida corrosão da tubulação metálica.
A água com altos níveis de alcalinidade pode ser mais salgada e conter mais minerais. Também pode levar à toxicidade do amoníaco, capaz de causar danos a cultivos de rega, assim como afetar peixes e outras espécies de água doce.
A alcalinidade aumenta mais rápido em locais onde há pedra calcária ou rochas carbonadas debaixo dos corpos d’água, em regiões altas e onde a queda ou a drenagem das chuvas ácidas sejam elevadas, afirmaram os cientistas.
A dissolução de partículas alcalinas que terminam nas vias fluviais se atribui a um processo conhecido como meteorização química, no qual o ácido corrói a pedra calcária, outras rochas carbonatadas e até mesmo calçadas.
“Em alguns arroios que são cabeceira de corpos d’água, isto pode ser uma coisa boa. Mas também estamos vendo crescentes compostos antiácidos rio abaixo. E estes locais não são ácidos e as algas e os peixes podem ser sensíveis às mudanças de alcalinidade”, disse Kaushal.
Apesar de a chuva ácida estar em queda nos Estados Unidos, devido em grande parte a restrições ambientais mais duras estabelecidas na década de 1990, seu legado persiste.
“Este é outro exemplo da ampla repercussão do impacto humano nos sistemas naturais (que) é, penso eu, cada vez mais preocupante”, disse o coautor do estudo e ecologista Gene Likens, da Universidade de Connecticut e do Instituto Cary de Estudos dos Ecossistemas. “Os legisladores e o povo pensam que a chuva ácida sumiu, mas não é assim”, acrescentou.
Os pesquisadores disseram ser difícil prever por quanto tempo persistirá esta tendência à alcalinização dos rios.
Fonte: UOL
Cientistas afirmam que influência humana no clima é inquestionável
A responsabilidade humana no aquecimento global não pode ser questionada, segundo o rascunho do último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês), que vazou para a imprensa esta terça-feira (20).
‘É muito provável que a influência humana no clima seja responsável por mais da metade do aumento da temperatura da superfície terrestre entre 1951 e 2010′, destaca o IPCC no documento ao qual o jornal The New York Times teve acesso.
‘Há um alto grau de confiabilidade para dizer que isto (a influência humana) provocou o aquecimento das águas oceânicas, o derretimento da neve e o gelo, e a cheia dos oceanos’, destacou o IPCC, para o qual o nível das águas poderia aumentar 90 centímetros em 2100.
‘Os cientistas estão cada vez mais convencidos, como demonstra a evidência científica cada vez mais forte, de que somos os principais responsáveis, não só pelo aquecimento global, mas também por muitas consequências que já estamos vendo, como inundações maiores, incêndios florestais mais devastadores, derretimentos recorde dos gelos e ondas de calor mais frequentes e intensas’, disse à AFP o climatologista americano Michael Mann.
A linguagem adotada pelos especialistas do IPCC é mais forte do que o empregado no informe oficial da ONU, publicado em 2007.
O porta-voz do IPCC, Jonathan Lynn, afirmou em um comunicado que ‘o projeto de relatório provavelmente será modificado para levar em conta os comentários recebidos dos diferentes países nas últimas semanas’.
Ele acrescentou que, ‘antes de sua aprovação’, o relatório ’será discutido por representantes governamentais e científicos durante uma reunião de quatro dias no final de setembro’. ‘É prematuro tirar conclusões do projeto de relatório’, destacou.
Michael Mann, diretor do Centro de Ciências da Terra da Universidade da Pensilvânia, norte dos Estados Unidos, expressou a preocupação de que a versão final seja mais branda.
‘Os cientistas que participam na elaboração do relatório do IPCC poderiam temer ser muito brutais sobre o futuro impacto do aquecimento global, desatando ataques de céticos das mudanças climáticas’, acrescentou.
‘Acredito que estas pressões, junto com a resistência natural dos cientistas em chegar a conclusões taxativas demais, o relatório final do IPCC poderia minimizar o fator humano das mudanças climáticas’, advertiu o climatologista.
Mas Christopher Field, cientista do Instituto Carnegie para a Ciência, que participou da elaboração dos relatórios anteriores do IPCC, o painel considera todos os pontos de vista científicos plausíveis.
‘Acho que o IPCC tem a tradição de ser muito conservador porque tem a ambição de ser exato’, disse ao The New York Times.
Fonte: G1
‘É muito provável que a influência humana no clima seja responsável por mais da metade do aumento da temperatura da superfície terrestre entre 1951 e 2010′, destaca o IPCC no documento ao qual o jornal The New York Times teve acesso.
‘Há um alto grau de confiabilidade para dizer que isto (a influência humana) provocou o aquecimento das águas oceânicas, o derretimento da neve e o gelo, e a cheia dos oceanos’, destacou o IPCC, para o qual o nível das águas poderia aumentar 90 centímetros em 2100.
‘Os cientistas estão cada vez mais convencidos, como demonstra a evidência científica cada vez mais forte, de que somos os principais responsáveis, não só pelo aquecimento global, mas também por muitas consequências que já estamos vendo, como inundações maiores, incêndios florestais mais devastadores, derretimentos recorde dos gelos e ondas de calor mais frequentes e intensas’, disse à AFP o climatologista americano Michael Mann.
A linguagem adotada pelos especialistas do IPCC é mais forte do que o empregado no informe oficial da ONU, publicado em 2007.
O porta-voz do IPCC, Jonathan Lynn, afirmou em um comunicado que ‘o projeto de relatório provavelmente será modificado para levar em conta os comentários recebidos dos diferentes países nas últimas semanas’.
Ele acrescentou que, ‘antes de sua aprovação’, o relatório ’será discutido por representantes governamentais e científicos durante uma reunião de quatro dias no final de setembro’. ‘É prematuro tirar conclusões do projeto de relatório’, destacou.
Michael Mann, diretor do Centro de Ciências da Terra da Universidade da Pensilvânia, norte dos Estados Unidos, expressou a preocupação de que a versão final seja mais branda.
‘Os cientistas que participam na elaboração do relatório do IPCC poderiam temer ser muito brutais sobre o futuro impacto do aquecimento global, desatando ataques de céticos das mudanças climáticas’, acrescentou.
‘Acredito que estas pressões, junto com a resistência natural dos cientistas em chegar a conclusões taxativas demais, o relatório final do IPCC poderia minimizar o fator humano das mudanças climáticas’, advertiu o climatologista.
Mas Christopher Field, cientista do Instituto Carnegie para a Ciência, que participou da elaboração dos relatórios anteriores do IPCC, o painel considera todos os pontos de vista científicos plausíveis.
‘Acho que o IPCC tem a tradição de ser muito conservador porque tem a ambição de ser exato’, disse ao The New York Times.
Fonte: G1
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
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